Museu do Côa – Património, Arte e Sustentabilidade.

A arte é um dos elementos primários que nos distingue dos demais animais que habitam nosso planeta. A arte rupestre nos traz importantes registos dos primórdios da construção mental e gestual do que viemos a chamar de arte.

Em Portugal, poucos locais são tão icónicos, quando o assunto é arte rupestre, quanto o Museu do Côa. A primeira rocha gravada do Côa (1 da Canada do Inferno) foi identificada pelo arqueólogo Nelson Rebanda, no final de 1991. A descoberta do sítio de arte rupestre foi publicamente anunciada em 1994.

Notoriamente, os painéis de arte rupestre do Côa já eram de conhecimento de algumas pessoas locais, contudo, poucos davam atenção ou mesmo sabiam do que se tratava. Com a construção da barragem e a descoberta do sítio, a polêmica instaurou-se a criar um impasse: manter ou suspender os trabalhos.

Em frente ao impasse, o governo português decidiu suspender a construção, em atendimento à opinião dos especialistas acerca da enorme importância patrimonial, artística e científica da arte rupestre presente no Côa.

Museu do Côa

Situado nas montanhas do nordeste de Portugal, o Côa é uma imensa galeria ao ar livre, com mais de oitenta (80) sítios distintos e uma quantidade de manifestação rupestre superior a mil, sendo predominantes gravuras paleolíticas executadas há cerca de 25.000 anos.

Classificado pela UNESCO como Património Mundial, o Côa é um sítio a visitar, uma verdadeira viagem à pré-história portuguesa através da arte. Para valorizar a visita aos painéis de arte rupestre, o Museu do Côa anunciou uma nova embarcação movida a energia solar fotovoltaica, que aposta na sustentabilidade do território do Vale do Côa e do PAVC. A embarcação possui capacidade para 12 pessoas, é completamente auto sustentável e atinge uma velocidade de cruzeiro na casa dos cinco nós (cerca de 9,2 quilômetros por hora).

Novo barco movido a energia solar

Trata-se de uma embarcação de fabrico nacional, toda ela construída com recurso a materiais sustentáveis, estando em linha com uma nova estratégia que a Fundação Côa Parque (FCP) quer implementar no Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), de acordo com as orientações definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) através da agenda 2020-2030 (objetivos de desenvolvimento sustentável, em termos socioeconómicos e ambientais)”, explicou a presidente da Fundação Côa, Aida Carvalho, à agência de notícias Lusa.

Natureza, ar puro, bela paisagem, história, arte, patrimônio, energia limpa e sustentabilidade, razões para não deixar de fazer uma visita ao Côa nesta temporada de verão.

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