16 obras abrem o FUSO 2021 com videoarte nacional e internacional

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A 13ª edição do Fuso é aberta nesta quarta com 16 obras seleccionadas que concorrem prémios. O Festival acontece até domingo com entrada livre!

Nesta quarta (25) de agosto, pelas 22 horas, o Festival Fuso 2021 arranca no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT com programação contínua de videoarte nacional e internacional, até domingo (29) de agosto de 2021.
Para a abertura do Festival Fuso 2021 serão exibidos vídeos pré selecionados por Jean-François Chougnet, entretanto um júri presidido por Margarida Chantre é que irá eleger o melhor vídeo. Este ano, a Fundação EDP/ MAAT mantém a parceria com o Open Call FUSO – Anual de Videoarte Internacional de Lisboa, através da atribuição do Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT para a escolha do júri da melhor obra, no valor de 2.500€.
Um dos vídeos selecionados por Jean-François Chougnet: Breathe a Little Bit Faster, now!, de Sara Bernardo.

O público será também convidado a votar nos vídeos pré-selecionados na sessão pública no Jardim do MAAT a 26 de Agosto de 2021. A obra escolhida receberá o Prémio Incentivo Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual: uma bolsa de estudos para frequência de um ano letivo de “Projeto Individual” no departamento de Cinema/Imagem e Movimento da escola.

Um dos vídeos selecionados por Jean-François Chougnet: O caminho ao até, de Sally Santiago.
Na quinta (26), às 22 horas, é a vez do Museu Nacional de Arte Contemporânea – MNAC receber nove obras selecionadas pela curadora convidada, Daniela Labra, com moderação de Vítor Belanciano, para o Voo Livre. Um apanhado plural de temas contemporâneos transmutados em obras audiovisuais, que lidam com questões como espiritualidade, performatividade, antropoceno, ficção científica, futurologia, transdisciplinariedade, cultura digital, revisões históricas e finalmente a dança como elemento de revolução social.
Cães Marinheiros, de Janaína Wagner.
Lenguas de Fogo é o programa que acontece na sexta-feira (27), no Palácio Sinel de Cordes – Trienal de Arquitetura de Lisboa. Cinco obras selecionadas por Agustin Pérez Rubio são baseadas no texto fundacional de Gloria Anzaldúa (1942-2004) – considerado por muitos como a obra seminal do nascimento dos estudos queer decoloniais – o título deste programa, tal como o trabalho da autora, enfatiza os poderes hegemónicos coloniais e renova a luta contra esses poderes.

No penúltimo dia (28) de Festival Fuso 2021, o Castelo de São Jorge recebe cinco trabalhos escolhidos por Susana de Sousa Dias “operam na intersecção entre arte e política, expondo suas limitações e abordando maneiras de as superar, tornando visível e audível o que se pretende manter oculto.” como anunciado em comunicado. 

Youssef, le Vent, la Rage, Avant l’Existence, de Sylvian George.

Para encerrar o Festival, no domingo (29), há sessão especial em homenagem à Barbara Hammer, com a curadora convidada Lori Zippay, que seleciona três obras da cineasta, reconhecida como a pioneira do cinema experimental queer e feminista. No mesmo dia, cinco trabalhos de alunos do Curso de Cinema/Imagem em Movimento com a ideia “Na fronteira” são exibidos antes do anúncio dos vencedores ao Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT e a escolha do público para o Prémio Incentivo Ar.Co. O encerramento do Festival Fuso 2021 acontece no Museu da Marioneta.

O Festival Fuso mostra obras em vídeo que cruzam as artes plásticas, a performance, o cinema, a literatura e os meios digitais, desde 2009.

 

Festival Fuso 2021

De 25 a 29 de agosto, sempre às 22h
Locais: MAAT, MNAC, Palácio Sinel de Cordes, Castelo de São Jorge e Museu da Marioneta.
Entrada Gratuita
Mais informações AQUI.