Novos Olhares Africanos

MOVART inaugura novo espaço em Lisboa com duas exposições que celebram a arte africana contemporânea

A galeria abre a temporada com obras de Fidel Évora e Jules Be Kuti, explorando temas como identidade, memória e masculinidade.

A MOVART inaugura um novo espaço em Lisboa e marca o início de uma nova temporada dedicada à arte contemporânea africana e da diáspora. A abertura faz-se em dose dupla, com as exposições “Coisas do Coração e Não Coisas”, de Fidel Évora, e “Fragment from an Invisible Masculinity”, de Jules Be Kuti, duas propostas visuais que convidam à reflexão sobre memória, identidade e representação, através de abordagens poéticas e sensíveis.

Em “Coisas do Coração e Não Coisas”, Fidel Évora mergulha numa investigação visual que examina a transição da imagem analógica para a digital, explorando as tensões entre o olhar humano e o ritmo algorítmico da era tecnológica. Através de serigrafias, arquivos e intervenções manuais, o artista cria composições que questionam o excesso de imagens e a velocidade com que a informação circula, propondo uma pausa contemplativa sobre o que é ver, e sentir, no mundo contemporâneo.

Já Jules Be Kuti, em “Fragment from an Invisible Masculinity”, apresenta-se pela primeira vez em Portugal com uma série que aborda a masculinidade negra em toda a sua complexidade. As suas obras exploram dimensões que vão da infância à paternidade, revelando vulnerabilidades, afetos e resistências que desafiam os estereótipos historicamente associados à figura masculina negra.

Com estas exposições, a MOVART reafirma o seu papel como um dos espaços mais relevantes na promoção de discursos artísticos africanos e lusófonos, reforçando o diálogo entre Lisboa, África e a diáspora. O novo espaço promete ser um ponto de encontro entre culturas, linguagens e gerações, onde a arte serve de ponte para pensar o presente e imaginar futuros possíveis.

As exposições estão patentes até 22 de novembro de 2025, e podem ser visitadas no novo espaço da MOVART, em Lisboa.