Bienal de Arte e Tecnologia Index arranca hoje em Braga

A estreia nacional do espetáculo “subassemblies”, do japonês Ryoichi Kurokawa, no Theatro Circo, é o grande destaque do primeiro dia.

De 12 a 22 de maio, em vários espaços culturais, históricos e públicos acontece a 1ª Bienal de Arte e Tecnologia Index com propostas artísticas, comissariadas ou em estreia nacional, transmitidas através de quatro eixos: performance, pensamento, exposição e educação.

No arranque do programa performativo, nesta quinta-feira (12) de maio, pelas 21h30, o japonês Ryoichi Kurokawa revela, em estreia nacional, o espetáculo “subassemblies”, no Theatro Circo.

Outras perfomances complementam o programa até o fim da Bienal, no Theatro Circo, no espaço gnration e no Mosteiro de Tibães. Fazem parte a dupla France Jobin & Markus Heckmann Entanglement, Matthew Biederman & Pierce Warnecke + Supernova Ensemble Spillover, Florian Hecker, João Martinho Moura space~aprox, Dust Devices & berru Áspero, Bruno Latour & Frédérique Aït-Touati Inside, People Like Us The Mirror, ODE: Orquestra de Dispositivos Eletrónicos + Pedro Augusto + Mariana Vilanova.

O programa expositivo fica patente até 22 de maio com “Demonic Strata”, por Dele Adeyemo, Ibiye Camp e Dámaso Randulfe, que dialoga com o arquivo fotográfico da companhia de diamantes angolana Diamang (Museu Nogueira da Silva).

“Syn As Tex Scene”, de Florian Hecker, que também compõe o programa aborda sobre a sua investigação recente que explora o universo sonoro das técnicas de machine listening, e “Lago Libidinal”, de Jonathan Uliel Saldanha (ambos no gnration).

Calum Bowden, “World With(out) Us”, “Italian Limes” (para ver no salão nobre do Theatro Circo); “Lake Device”, pelo coletivo berru, que possibilita experienciar o ecossistema através de som gerado pelo lago (Mosteiro de Tibães) e “Collective Monuments”, complementam o programa expositivo, juntamente com a plataforma online da bienal.

Diversas conversas também complementam o programa. Fazem parte Delfina Fantini van Ditmar e Virginia Tassinari, com “Desenhar e Imaginar em Tempos Obscuros”; Miguel Carvalhais, Mário Figueiredo e Luísa Ribas, com “Estética (do) Artificial: o Computacional e o Anti-Computacional na Arte”; André Barata, com “Modos de Superficializar”, dentre outros.

A 1ª Bienal de Arte e Tecnologia Index preparou diversos workshops como “Designs of Care”, “TouchDesigner para Instalações Interativas”  e “O Circuito vai ao Index”, este último voltado para crianças dos 6 aos 14 anos.

Durante a bienal, há ainda as “Visitas Orientadas às Exposições”, uma atividade gratuita, pensada para o público em geral e para famílias com crianças pequenas, guiada pela artista e mediadora Joana Patrão (dias 14, 15, 21 e 22).

Confirmados estão também os projetos selecionados internacionalmente através de open call. Após o anúncio, em outubro passado, foram submetidas 127 propostas, provenientes de 45 países. No programa são apresentados os projetos “Wander” de Yuqian Sun (China), “Finger Plays” de Matt-Nish Lapidus (Canadá), “Bureau of Cloud Management” de Tong Wu e Yuguang Zhan (EUA/China) e “Para Gardens” de Areej Huniti e Eliza Goldox (Jordânia e Alemanha).

Veja o programa completo AQUI.