Parece enredo de filme, mas os proprietários de uma casa nos arredores de Toulouse tiveram uma grata surpresa ao concertarem um vazamento no teto. A surpresa foi um tesouro de aproximadamente 400 anos, um quadro que possivelmente foi pintado pelo grande mestre italiano da renascença, Michelangelo Merisi da Caravaggio. A pintura, que aparentemente está em perfeito estado de conservação, é uma representação da passagem bíblica Judite e Holofernes. A obra, que pode ter sido entre 1600 e 1610, está sendo investigada com a apoio do governo francês, que colocou uma proibição de exportação sobre a pintura para impedi-lo de deixar o país, enquanto não saem os resultados.
A pintura que reproduz a cena do general Holofernes sendo decapitado por Judite, vem causando um debate entre especialistas. Nicola Spinoza, ex-diretor do Museu de Nápoles e um dos maiores especialistas em Caravaggio, avalia que a obra possivelmente seja verdadeira, o especialista disse a Agência France-Presse: “É preciso reconhecer a tela em questão, é um verdadeiro e original do mestre Lombard, a identificação é quase certa, mesmo sem possuir qualquer prova tangível ou irrefutável.”
Outros estudiosos e especialistas em Caravaggio vem atribuindo a obra ao pintor e negociantes de arte chamado Louis Finson, que viveu por meados do século XXV, e possuía uma série de obras do mestre italiano, tendo pintado cópias de seus quadros.
Em um comunicado, o Ministério da Cultura da França disse que a pintura deve permanecer em solo francês por 30 meses enquanto ela é estudada, e para permitir que os museus nacionais tenham tempo suficiente para a sua aquisição em potencial. O Museu do Louvre, em Paris, passou três semanas estudando a obra que mede 144 x 175cm e é feita em óleo sobre tela. Encontrada em Abril de 2014, a pintura foi encaminhada pela família ao leiloeiro Marc Labarde, que a entregou aos cuidados ao especialista Eric Turquin. Turquin que avalia a pintura em aproximadamente € 120 milhões de euros (£ 96m), reconheceu a obra como sendo do século 17 e pertencente a escola de Caravaggio. Turquin manteve a imagem longe dos olhos do público nos últimos anos, para proceder com a limpeza e estudo da obra, inclusive com testes laboratoriais como reflectografia infravermelha e raios-X.
Sempre haverá uma suspeição sobre o real pintor da obra, mas uma possível confirmação de veracidade vinda dos principais especialistas e museus franceses será o bastante para que esta história acabe com um final pra lá de feliz para a família que encontrou este tesouro.


OPTIMA em fim
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