EXPRESSIONISMO ABSTRATO NA ROYAL ACADEMY OF ARTS

Mark Rothko, No. 4 (Yellow, Black, Orange on Yellow/ Untitled), 1953.
Mark Rothko, No. 4 (Yellow, Black, Orange on Yellow/ Untitled), 1953.

A segunda guerra mundial trouxe para os Estados Unidos a liderança do ocidente em praticamente todos os sentidos. Economia, poderio militar, influência cultural e artísticas, o século XX no pós guerra deu a América o status de maior potência mundial. Foi exatamente da metade para o final da segunda grande guerra, que o Expressionismo Abstrato emergiu nesta nova América que se construía com intenções imperialistas, mas sobre tudo, que influenciaria o mundo com sua “american way of life” e com sua cultura artística, seja musical, teatral, cinematográfica ou nas artes visuais. O Expressionismo Abstrato tornou-se muito popular no pós-guerra e, segundo algumas linhas teóricas, foi o primeiro movimento especificamente americano que alcançou popularidade e influência ao redor do mundo.

O Expressionismo abstrato reúne um grande conjunto de manifestações e influências, mas podemos identificar duas tendências centrais; a primeira integra-se na corrente da “Action Painting”, onde podemos citar pintores como Jackson Pollock, Willem de Kooning ou Franz Kline. A segunda tendência, a “Color Field”, mais meditativa ou mística, segue a linha de trabalho de pintores como Rothko e Gottlieb. Foi o Expressionismo Abstrato que consolidou Nova York como o novo centro das artes plásticas mundial. O Expressionismo Abstrato – termo usado pela primeira vez para designar o movimento americano em 1952 pelo crítico H. Rosenberg – combina a intensidade emocional do expressionismo alemão com a estética antifigurativa das Escolas abstratas da Europa, como o Futurismo, o Bauhaus e o Cubismo Sintético.

Robert Motherwell, Wall Painting No III, 1953.
Robert Motherwell, Wall Painting No III, 1953.

A Royal Academy of Arts (Real Academia de Artes de Londres, Inglaterra) em parceria com o Museu Guggenheim de Bilbao (ES) traz a exposição: Abstract Expressionism de 24 de setembro de 2016 a 02 de janeiro de 2017. A mostra tem a curadoria assinada pelo historiador de arte independente Dr. David Anfam (uma das maiores autoridades em Expressionismo Abstrato) e Edith Devaney, curador de Contemporânea da Royal Academy of Arts.

Explorando um período sem precedentes na arte americana, esta exposição revela a amplitude de um movimento que ficará para sempre associada com a energia criativa ilimitada de uma Nova York pulsante que tornava-se a capital do mundo. Apesar de ter iniciado na década de 40, foi nos anos de 1950 que o Expressionismo Abstrato se consolidou como movimento. Arshile Gorky, Jackson Pollock, Philip Guston, Willem de Kooning, Clyfford Still deixaram seus nomes e suas obras para a história da arte. A mostra da Royal Academy of Arts é a oportunidade de ver de perto importantes obras deste movimento essencial para as artes plásticas. O Expressionismo Abstrato levou o “modo de pintar americano” que ia além do cavalete elegendo como suporte a parede ou o chão, utilizando novos pigmentos e dando uma liberdade de pintar para o artista. O Expressionismo Abstrato foi um divisor de águas na evolução da arte do século XX o que faz destra mostra imperdível.

Abstract Expressionism | 24/09/ 2016 a 02/01/ 2017 | Royal Academy of Arts, London (Fonte:www.royalacademy.org.uk)

 

Coluna – Marco Monteiro 
Marco Monteiro, brasileiro, Natal, RN, Brasil, 1975. Artista, designer, arqueólogo, ecritor e pesquisador, autor do livro didático “Artes Visuais – 2º Período” (História da Arte – Editora Geração Digital – Brasil – 2013) co-editor do “Arte351 Magazine” e Doutorando em Teoria e História da Arte. www.mmonteiro.com

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