DOMINGO NO PARQUE – CRÔNICA RENATO ROSA

unnamedO Parque da Redenção carrega consigo muito da história da cidade de Porto Alegre. Resumindo : foi em seu início o lugar de escolha como as primeiras reuniões dos escravos libertos, depois vieram as festas de devoção católica como a Festa do Divino e desfiles patrióticos. É em seu todo o espaço aberto mais democráticos da cidade. Nele encontra-se encrustrado o Auditório Araújo Vianna onde assisti o maestro Evandro Matté regendo Gershwin com a OSPA. A parte desagradável de um concerto popular é a falta de educação e preparo da assistência…explico: a meu lado, com o concerto rolando, havia uma família, pai, mãe, e duas crianças que faziam as maiores diabruras num gradil quebrando com a concentração de todo o entorno. Sem pestanejar interpelei a distinta mãe:
– Senhora, está perigoso para eles essa brincadeira, podem enganchar a perna ou quebrar um braço.
– O pior é que não.
Assim foi a resposta que recebi, bem seca e sincera. Pensei comigo que essa senhora não merecia ser mãe pois nada fez para repreender os pequenos anjinhos. Mudei de lugar e saí logo, logo. Fui andar no parque para uma visita prazerosa em direção ao stand do escultor Hidalgo Adams, não sem antes flagrar a desdita de um homeless em berço esplêndido. E ainda para completar fui ao Templo Positivista, um lugar que me inquieta e aguça a curiosidade desde criança.

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Coluna – Renato Rosa
Renato Rosa, brasileiro, São Gabriel, RS, Brasil, 1946. Marchand, pesquisador, editor do jornal cultural O PARALELO do site www.bolsadearte.com/oparalelo, co-autor do “Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul”, (2ª edição, 2000, esgotada) Editora da Universidade/UFRGS.

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