UM OLHAR A REGISTRAR A HISTÓRIA

Alfredo Cunha deu seus primeiros “click’s” com uma maquina fotográfica que havia ganho ao 10 anos de idade, de lá até os dias atuais, o fotógrafo português foi testemunha ocular da história de Portugal e do mundo.

Alfredo Cunha

Em “Tempo depois do tempo. Fotografias de Alfredo Cunha 1970-2017”, pode-se observar o olhar foto-jornalístico e os diversos acontecimentos históricos registrados pelas lentes de Cunha. Das emblemáticas fotos do 25 de Abril, passando pelo processo de descolonização e por outros tantos momentos eternizados pelo fotógrafo, a mostra inaugurada no dia 03 de Março na Galeria Municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, deve ser colocada no topo da lista dos programas culturais até o dia 25 de Abril, quando se encerra a exposição.

Lisboa – 1975

A mostra é considerada a sua grande retrospectiva, e expõe cerca de 500 fotografias tiradas ao longo de seus 47 anos de trabalho. Homem responsável por fotos icônicas que fazem parte da memória histórica de Portugal e dos portugueses, seu talento não ficou só pelo território português, grande retratista, Cunha esteve também eternizando momentos históricos fora do país e rostos anônimos ao redor do globo.

Como sugere em uma entrevista, foram as fotos da Guerra do Vietnam, o trabalho de Cartier Bresson e Eugene Smit que fizeram Alfredo Cunha ver a fotografia de outra maneira. Cunha desenvolveu um trabalho excepcional durante sua carreira, registrando o mundo com um olhar fotográfico único e impactante. Seja em Portugal, Níger, EUA, Haitil, Roménia, Bangladexe, Índia, Sri Lanka, Nepal ou no Iraque, as fotos de Alfredo Cunha são as memórias de nosso tempo preservadas em imagens que contam a história dos anos 70 até os dias atuais.

A mostra dividida em temas como: nacional, internacional, retrato e AMI, fica em exposição até o dia 25 de abril, e pode ser visitada das 10h às 18h. A não perder!

Info: http://www.egeac.pt/equipamento/galerias-municipais/

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