POP ART EM PORTUGAL E INGLATERRA – 1965/1975

Allen Jones (1937) «Aula de Modelo B (Tocando o Sapato, Rosa)», 1968 Litografia sobre papel, 82,8 × 56,4 cm. Cortesia Coleção British Council, no. P1201

A Pop Art chega a galeria principal do museu Gulbenkian mostrando toda sua cor e linguagem icônica. A exposição, que fica aberta ao público até setembro de 2018, traz obras produzidas nas décadas entre 1965 e 1975 em Portugal e Inglaterra. Todo o reflexo político e social vividos nos países mostram as peculiaridades e contrastes entre a cultura pop desenvolvida em terras lusitanas e em terras britânicas apesar do intercâmbio existente na altura. Trata-se de uma exposição a não perder, que apresenta artistas portugueses de vanguarda, que nos anos finais e pós ditadura, promoveram em suas obras a linguagem artística denominada pelo crítico britânico Laurence Alloway como Pop Art.

Surgida no final dos anos 50 na Inglaterra, a Pop Art teve grande destaque ao redor do mundo e tem artistas como os americanos Andy Warhol e Roy Lichtenstein como ícones do movimento. Por cá, em meados dos anos 60’s, o êxodo de artistas portugueses para a Inglaterra promove uma reação aos problemas que a nação estava a viver, como guerra colonial ou a revolução, através da linguagem estético-artística da Pop Art surgiu uma geração de talentosos artistas como Teresa Magalhães, Ruy Leitão, Eduardo Batarda, Menez, Nikias Skapinakis, Fátima Vaz, Clara Menéres, João Cutileiro, José de Guimarães, entre muitos outros.

Com curadoria de Ana Vasconcelos e Patrícia Rosas, a exposição fica em cartaz até o dia 10 setembro 2018. O horário de visita é das 10:00 até 18:00 no Edifício Sede – Museu Calouste Gulbenkian – Galeria Principal – Av. de Berna, 45A, Lisboa