“Yellow Sounds and other harmonies”, de Gabriele Herzog, é inaugurada

Hoje (5) de Junho, das 17h00 às 20h00, a AINORI contemporary art gallery inaugura a exposição individual da artista suíça Gabriele Herzog sob o tema “Yellow Sounds and other harmonies”.

Com intenção de continuar a promover um local de reflexão e interação com a arte contemporânea, depois da inauguração individual do artista angolano Ronaldo Ferreira, em arte Sueki, “O eterno provisório”, a AINORI convida-nos para uma pequena viagem pelos vibrantes trabalhos da artista suíça Gabriele Herzog.

As obras de Gabriele Herzog são o resultado da combinação de linhas e formas verticais, horizontais ou diagonais de vários tamanhos, que criam uma narrativa pictórica baseada em variações cromáticas em constante mudança. A artista trabalha diretamente sobre a tela em bruto, encontrando na cor o princípio do absoluto: uma expressão das suas emoções individuais e a liberdade da linguagem plástica.

A exposição inclui um número significativo de obras sobre tela em que a artista experimenta não só a poética da cor amarela, mas também as qualidades expressivas do laranja, rosa, azul, cinzento, branco e preto, criando composições de cores únicas e harmoniosas. As cores, transformadas pela artista, afirmam-se assim em toda a sua plenitude, vibrando a par da simplicidade que distingue a técnica de pintura de Gabriele Herzog.

A entrada é livre, a inauguração conta com a presença da artista e a exposição estará patente até ao dia 11 de Setembro 2021, de terça a sábado, durante o horário compreendido entre as 15 e as 20 horas.

 

“Yellow sounds and other harmonies”, de Gabriele Herzog

A nova arte começará realmente quando compreendermos que a cor tem uma existência própria, que as suas infinitas combinações têm uma poesia e uma linguagem poética muito mais expressiva do que qualquer outra coisa que alguma vez existiu. – Sonia Delaunay

No âmbito da revolução pictórica da arte contemporânea, as considerações de Gabriele Herzog sobre as cores são identificadas num dualismo íntimo: cor como sensação (misticismo) e cor como substância (produção), com referência às teorias fisiológicas de Goethe e as teorias espirituais de Kandinskij.

As obras de Gabriele Herzog são o resultado da combinação de linhas e formas verticais, horizontais ou diagonais de vários tamanhos, que criam uma narrativa pictórica baseada em variações cromáticas em constante mudança. A artista trabalha diretamente sobre a tela em bruto, encontrando na cor o princípio do absoluto: uma expressão das suas emoções individuais e a liberdade da linguagem plástica.

Nas obras de Herzog, em referência à revolução do abstracionismo pictórico, a começar por Kandinskij, a forma das cores e dos sons musicais entrelaçam-se, testemunhando o nascimento de uma correspondência entre som e cor, entre o alfabeto dos sons, e a harmonia das cores.

Dentro desta pancromia, onde pan (todas) toma o lugar do polys (muito), a artista tem concentrado mais atenção no poder da cor amarela, em que os pigmentos brilhantes e luminosos adquirem um papel central.

A exposição inclui um número significativo de obras sobre tela em que a artista experimenta não só a poética da cor amarela, mas também as qualidades expressivas do laranja, rosa, azul, cinzento, branco e preto, criando composições de cores únicas e harmoniosas. As cores, transformadas pela artista, afirmam-se assim em toda a sua plenitude, vibrando a par da simplicidade que distingue a técnica de pintura de Gabriele Herzog.

Em referência às palavras do crítico de arte Alberto Boatto, esta exposição torna-se numa narração coerente da sensação perceptiva e elusiva das cores, um elemento que é realizado e completo em si mesmo, na sua nudez, e – ao mesmo tempo – intensamente leve.

Texto por Linda Morando di Custoza

 

Exposição “Yellow sounds and other harmonies”

De 5 de junho a 11 de Setembro 2021

Terça a sábado, das 15 às 20 horas.

AINORI contemporary art gallery

Alcântara (Rua das Fontainhas, 70A, Lisboa)

Entrada Livre