O Revolution Hope Imagination, ou RHI, retorna em mais uma edição.

Até 4 de julho há eventos gratuitos em 13 cidades para promover novos modelos de negócio para as Artes e Cultura. RHI: a maior iniciativa na área das Artes e Cultura realizada em Portugal regressa amanhã para 3ª edição.

É já um evento de referência no panorama cultural nacional e está de regresso para uma terceira edição que consolida o trabalho desenvolvido nas edições passadas. Entre 23 de junho e 4 de julho, o RHI – Revolution, Hope, Imagination, iniciativa criada pelo Arte Institute de Nova Iorque para promover novos modelos de negócio para as artes e cultura contemporânea, leva a 13 cidades portuguesas um programa diversificado que cruza os setores da Arte & Negócio e da Cultura & Turismo, revelando e aproximando os seus agentes.

Évora, Cascais, Lisboa, Torres Vedras, Alcobaça, Leiria, Loulé, Faro, Porto, Vidigueira, Ponte de Lima, Braga, Funchal são as cidades que acolhem o evento, que pretende fortalecer pontes entre artistas portugueses e projetos mundiais e que conta, na programação, com palestras, workshops e showcases, entre outras iniciativas. Os eventos são gratuitos mas é necessário fazer uma reserva, adquirindo um bilhete na plataforma evenbrite (Lisboa, Porto), através do e-mail: [email protected] ou junto das câmaras municipais, no caso das restantes cidades. 

RHI – Évora 2020

De destacar a Talk Mercado Americano, que reúne programadores americanos, mas também da África ou da Ásia, para discutir o modelo empresarial de Arte & Negócios daqueles mercados, mas também apresentar as suas organizações e respetivos modelos operacionais.

Entre eles, David Chavez, programador e curador de um palco de referência em Chicago, nos Estados Unidos, o Millennium Park Music Series; Mickela Mallozzi, apresentadora e produtora executiva da série Bare Feet, exibida pela cadeia televisiva PBS e Maure Aronson, fundador da Global Arts Live, organização não governamental que promove a melhor música internacional, dança contemporânea e jazz mundiais nos palcos de Boston, EUA.Ainda, Amro Salah, fundador do Cairo Jazz Festival, Joni Schwalbach, etnomusicologista, pianista, compositor e videógrafo moçambicano, criador do MMM- Mozambique Music Meeting, e um promotor ativo da herança cultural moçambicana, e Adilson Lima, Diretor Geral das Artes de Cabo Verde.

De salientar também o Workshop de Vídeo Low-budget & Marketing Digital, que conta como formadores com André Tentugal, músico, fotógrafo e realizador apaixonado pela imagem enquanto veículo para contar histórias, e Valdemar Pires, especialista em marketing, comunicação e transformação digital. As áreas temáticas a abordar vão da Introdução à imagem às Técnicas de Posicionamento de Câmera/Material de Filmagem, Técnicas de iluminação e edição, passando também pela Promoção do Trabalho.

Francisco Cipriano, Especialista em Fundos Europeus, conduz, por seu turno, a Financiamento Europeu no Sector Cultural e Criativo, uma sessão eminentemente prática, na qual se exploram especificidades dos fundos de investimento e apoios ao financiamento no setor.

Ana Miranda – Torres Vedras

Entre os showcases, destaque para o concerto de Neev, jovem compositor, multi-instrumentista, intérprete e escritor, mas também de artistas emergentes das cidades envolvidas: The Elephant Women, Ben & The Pirates, The Mirandas e Yuca, Daniel Bernardes, Mano a Mano, Paulo Santo Quinteto, Guarda Rios, SMOKATA, entre muitos outros. No programa haverá ainda a participação da cantora e compositora Sara Serpa, residente em Nova Iorque.

Será também apresentado no Casino do Estoril, no dia 24 de Junho, pelas 21.30h, o espetáculo “ANUSIM – what is hiden is never lost” e outros bailados, resultado de uma parceria criada a partir da I Edição do RHI e que junta agora a companhia de dança americana Dance Now! Miami e a companhia de dança Portuguesa Dança em Diálogos. Conta ainda com a participação da Escola Ent´Artes. Este será o espetáculo de abertura do evento.

Call for artists – RHI Stage até 4 de julho

Depois do sucesso de edições anteriores, o RHI – Revolution Hope Imagination volta a promover um Call for artists para o RHI Stage, a decorrer até 4 de julho.  Criada no início da pandemia como forma de dar um palco a artistas que viram os seus concertos cancelados, a plataforma dá aos artistas a possibilidade de exporem os seus trabalhos a uma comunidade global e, simultaneamente, ao público, a oportunidade de renumerar os artistas pelo seu trabalho.

Através da APP RHI Think, disponível na playstore e applestore, é possível acompanhar a programação do lançamento dos vídeos dos artistas e valorizar o seu trabalho, pagando o valor que que cada um considerar justo por cada espetáculo. Cada performance terá uma duração aproximada de 20-30 minutos e manter-se-á disponível para visualização na plataforma e Marketplace. Os espetáculos são gratuitos, no entanto o trabalho dos artistas não deve ser, pelo que o valor recebido por cada performance reverte, na totalidade, para cada artista.

A iniciativa é aberta a profissionais das mais diversas áreas culturais – música, dança, literatura, teatro, artes plásticas, etc., devendo os interessados submeter a sua candidatura e showcases em https://rhi-think.com/stage-submissions.

As candidaturas recebidas serão avaliadas por um júri multifacetado – John Gonçalves (Gift), Fernando Duarte e Solange Melo (das áreas da dança e literatura, respetivamente) -, a quem caberá a escolher os showcases a disponibilizar, durante o mês de agosto, na plataforma do RHI.

“Com os profissionais das artes como público natural, mas também aberto ao público em geral, a 3ª edição do RHI reflete uma aposta forte na área da formação para programadores. A figuras de renome internacionais juntam-se especialistas nacionais, mas também da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), num exercício de construção de pontes e criação de oportunidades para os artistas, mas também de dinamização dos setores da cultura, comércio e turismo, num contexto particularmente desafiante, através de uma nova metodologia de trabalho entre os seus agentes”, explica Ana Ventura Miranda, diretora e fundadora do Arte Institute. 

O programa completo pode ser consultado no site do RHI, em https://rhi-think.com/post/929/RHI-2021-III-Edition. Para além das reservas gratuitas, é possível também aderir ao Membership Anual do RHI do qual pode adquirir vários benefícios – a público e profissionais – nos eventos da iniciativa durante 12 meses.

A terceira edição do RHI conta com o investimento da Caixa Geral de Depósitos, Fundação Millennium BCP, Pares Advogados, Polarising, Costeira, EDP, Pestana Hotel, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) e, como media partner, da Antena 3 e o apoio da DGARTES.

Cidades:

– Évora | 23 de junho
– Cascais | 24 de junho
– Lisboa | 25 de junho
– Torres Vedras | 22 e 26 de junho e 2 de julho
– Alcobaça | 26 e 27 de junho
– Leiria | 25 e 28 de junho e 2 de julho
– Loulé | 29 de junho
– Ponte de Lima
– Faro | 30 de junho
– Porto | 30 de junho e 4 de julho
– Vidigueria | 1º de julho
– Braga | 3 e 4 de julho
– Funchal| 24 de junho a 4 de julho

Saiba mais sobre o calendário do evento aqui: https://rhi-think.com/calendar