Colóquio Internacional abre celebração dos 500 anos de Gil Vicente

Com Direção Científica de Manuel Pedro Ferreira (CESEM/FCSH) e de Luísa Cymbron (CESEM/FCSH), o Centro de Congressos e Reuniões, do Centro Cultural de Belém, recebe nesta sexta (4), das 10h às 17h, o Colóquio Internacional | Gil Vicente: 500 anos.

O Colóquio antecede o espectáculo a propósito dos 500 anos das Cortes de Júpiter, desafiado ao encenador Ricardo Neves-Neves, que teve de adaptar esta tragicomédia de Gil Vicente.

São oradores nesse Colóquio: Luísa Cymbron (CESEM/FCSH), Maricarmen Gomez (Universidade de Autónoma de Barcelona),  José Camões (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Esperança Cardeira (Faculdade de Letras de Universidade de Lisboa), Nuno Raimundo (CESEM/FCSH), Edward Abreu (CESEM/FCSH), Luísa Gomes (CESEM/FCSH), Manuel Morais (Escola de Música no Conservatório Nacional/Universidade de Évora) e Jenny Silvestre (Academia Portuguesa de Artes Musicais/Laboratório de Ópera Portuguesa do CCB).

Programa Colóquio Internacional | Gil Vicente: 500 anos.

9h30 – Receção dos oradores e público assistente

10h – Início dos trabalhos

Moderadora Luísa Cymbron

Oradores

Edward Ayres de Abreu (CESEM/FCSH)

Nuno Raimundo (CESEM/FCSH)

Manuel Morais (Escola de Música do Conservatório Nacional/Universidade de Évora)

11h15 – Pausa

11h30 – Recomeço dos trabalhos

Moderador Manuel Pedro Ferreira

Oradores

José Camões (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Esperança Cardeira (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Maricarmen Gómez (Universidade de Autónoma de Barcelona)

13h – Pausa

14h30 – Recomeço dos trabalhos

Moderador José Camões

Oradores

Luísa Cymbron (CESEM/FCSH)

Luísa Gomes (CESEM/FCSH)

Jenny Silvestre (Academia Portuguesa de Artes Musicais/ Laboratório de Ópera

Portuguesa do CCB)

16h – Mesa redonda e conclusões

Tendo nascido o Laboratório de Ópera Portuguesa da necessidade sentida de aproximar o grande público de uma parte importante da sua herança histórica comum, neste caso, a produção dramática musical feita em Portugal no decurso do tempo, considerou-se, desde o primeiro momento, essencial a criação simultânea de um fórum de discussão e apresentação de novos estudos relacionados e complementares a cada título trabalhado.

Laboratório de Ópera Portuguesa

A criação de um laboratório de ópera portuguesa especialmente vocacionado para a recuperação de obras escritas por compositores portugueses ou residentes em Portugal é um sonho antigo que começa agora a ganhar contornos concretos.

Efetivamente, há muito que sentíamos a necessidade da criação de uma estrutura que potencializasse a apresentação de obras oriundas da produção dramática que tantos investigadores têm retirado, ao longo dos anos, das profundezas dos inúmeros arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiras, com o objetivo máximo de aproximar o grande público da produção dramática musical que encheu os palácios, casas senhoriais e teatros do nosso país ao longo dos séculos.

Para além de um trabalho de recuperação historicamente informada, o Laboratório de Ópera Portuguesa prossegue um outro e incontornável objetivo: considerando que o género operático não é apenas um género musical, mas, acima de tudo, um género teatral, pretendemos assumir a estrutura como um fórum de desenvolvimento de um trabalho profundo, no âmbito do qual as exigências técnicas vocais de cada obra não se sobreponham à dramaticidade do discurso global, permitindo às novas gerações de cantores desenvolver aptidões dramáticas ainda hoje relativamente subdesenvolvidas.

A primeira obra que sairá deste esforço conjunto de recuperação do património musical português será a tragicomédia Cortes de Júpiter de Gil Vicente, revelando facetas menos conhecidas de Gil Vicente como a sua relação com a música e a forma como dava indicações precisas sobre a utilização da música nas suas peças. Gil Vicente é também o mote para explorarmos todo um outro mundo de apropriações musicais, a começar pela própria Folia, mencionada, pela primeira vez, no Auto da Sibila Cassandra (1513) e posta em música por mais de 150 compositores desde então.