O El Corte Inglés convida para a exposição “Mudar de Avença”, organizada pelo caríssimo Professor José Carlos Pereira, que estará presente no ISEG, a partir de dia 11 de Maio até dia 29 de Junho.
A inauguração realizar-se-à no dia 11 de Maio, pelas 18h30 no ISEG.
11 Mai
das 18:30 às 20:30
ISEG, Claustros
No âmbito do 111 aniversário do ISEG, a Comissão Cultural do ISEG e a FBAUL promovem a Exposição “Mudar de Avença”, coordenada por José Carlos Pereira, e integra os seguintes artistas: Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
A experiência que as obras proporcionará a quem a visitar constitui-se simultâneo pretexto para um conjunto de conversas acerca do lugar da obra de arte na sociedade contemporânea. Os valores da obra de arte (estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros) serão o mote para sublinhar o papel da arte na configuração dinâmica da identidade individual e coletiva, a partir da ideia de que o que se vê na experiência estética, e através da experiência estética, contribui para uma mundividência mais aberta, plural e inclusiva. A exposição terá o apoio do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes) e do CSG (Investigação em Ciências Sociais e Gestão) do ISEG. Acompanhada por um catálogo com as obras, a exposição estará patente entre o dia 11 maio e 29 de junho.

Curadoria
José Carlos Pereira é licenciado em filosofia, mestre em teorias da arte e doutorado em estética. Poeta, ensaísta, e professor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, lecciona unidades curriculares em todos os níveis de ensino. Publicou As Doutrinas Estéticas em Portugal: do Romantismo à Presença, O Valor da Arte, A Subjectividade nos Limites da Razão e Olhar e Ver: 10 obras para compreender a Arte. É investigador integrado do CIEBA, investigador associado estrangeiro do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (Brasil), e membro do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.
Artistas
Filipe Romão
Nasceu em Lisboa, em 1981. Trabalha e vive em Sintra. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura – pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em 2008, após a frequência do Bacharelato em Artes Plásticas – Escultura, pela mesma Faculdade. Em 2002, formou-se em Fotografia, pela Escola Técnica de Imagem e Comunicação (ETIC).
Tem vindo a desenvolver trabalho em áreas como o desenho, a pintura, a fotografia e a instalação. Desde 2006 que expõe o seu trabalho com regularidade em exposições coletivas e individuais. Está representado em coleções públicas e privadas, como a Coleção Norlinda e José Lima, Museu Arqueológico do Carmo, Coleção ER, Centro de Estudos Judiciários, entre outras.
Pedro Saraiva
Vive e trabalha em Lisboa (Lisboa, 1952).
Expõe regularmente desde os anos 80, participando em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro das quais se destacam: AICA, Lisboa; Art19/88, Basileia (Suíça); Art LA88, Los Angeles (USA); Coop. Árvore, Porto; Palácio de Cristal, Porto; Casa da Cerca, Almada; Berlinda, Berlim (Alemanha); Modulo-centro difusor de arte, Lisboa e Porto; SNBA, Lisboa; Monte Carlo (Mónaco); ARCO, Madrid (Espanha); MEIAC, Badajoz (Espanha), Centro Cultural Português-Camões (Luxemburgo), encontra-se representado em diversas coleções publicas e privadas destacando-se: Casa-Museu Teixeira Lopes, Centro Cultural de Almancil, Fundação Carmona e Costa, Galeria Redies (Alemanha), Ministério dos Negócios Estrangeiros, Museu Catânia (Itália), Museu Municipal de Sintra, Sociedade de Advogados PLMJ, Secretaria de Estado da Cultura, Modulo-centro difusor de Arte, Havana (Cuba), Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Casa da Cerca, Almada, Banco Comércio e Industria, Giefarte- Gab. Internacional de Estudos e Financiamento de Arte, Biblioteca do Vaticano etc.
Francisco Queirós
Nasceu em 1972 em Lisboa, Portugal, vive e trabalha em Sintra.
Estudou Pintura (1993-1999). Expõe regularmente, individual e colectivamente, desde meados dos anos 90 e o seu trabalho encontra-se representado em várias colecções publicas e privadas nacionais e internacionais.
O seu trabalho explora as possibilidades da natureza das coisas através de associações de imagens e linguagem, criando novos significados e esbatendo as fronteiras entre ficção e realidade.
Percorrendo um vasto espectro de suportes como o vídeo, a instalação, a escultura, a pintura, o desenho e a performance, o seu trabalho está enredado com desejos indomados, tensões entre ordem e caos, fazer e não fazer, juntamente com a fisicalidade dos processos e da verdade do momento, onde tudo pode ser simultaneamente muitas coisas e o seu oposto sem qualquer contradição.
João Onofre
Nasceu em Lisboa, 1976, onde vive e trabalha.
Estudou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, tendo concluído o Master of Fine Arts no Goldsmiths, University of London no Reino Unido em 1999 e o Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra em 2018. Em 2022 foi o primeiro recipiente do Prémio Universidade de Lisboa /CGD na área de Artes.
As suas exposições recentes incluem: João Onofre, Daniel Faria Gallery, Toronto (2021); Once in a Lifetime [Repeat], Culturgest, Lisboa (2019); Untitled (orchestral), MAAT, Lisboa (2017). Entre as suas exposições individuais destacam-se: I-20, Nova Iorque (2001-2006); P.S.1. / MoMA Contemporary Art Center, Nova Iorque (2002); Nothing Will Go Wrong, MNAC, Lisboa, e CGAC, Santiago de Compostela (2003); Project Space Kunsthalle Wien- Karlsplatz. Viena (2003). João Onofre, Magazin 4, Bregenz, (2004); Galeria Toni Tàpies, Barcelona (2002-2005- 2007); Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa (2004-2007-2012); Fundació Joan Miró, Barcelona e Palais de Tokyo, Paris ambas em 2011; Marlborough Contemporary, Londres (2014); Kunstpavillion, Munique, Alemanha (2015); Appleton Square, Lisboa (2016).
Pedro Cabrita Reis
Pedro Cabrita Reis nasceu em Lisboa em 1956, cidade onde vive e trabalha.
Com reconhecimento internacional consolidado, o seu trabalho tornou-se crucial para o entendimento da escultura a partir de meados da década de 1980. A sua complexa obra, caracterizada por um idiossincrático discurso filosófico e poético, engloba uma grande variedade de meios: pintura, escultura, fotografia, desenho e instalações compostas de materiais encontrados e de objectos manufacturados. Utilizando materiais simples e submetendo-os a processos construtivos, Cabrita Reis recicla reminiscências quase anónimas de gestos e acções primordiais repetidos no quotidiano. Centradas em questões relativas ao espaço e à memória, as suas obras adquirem um sugestivo poder de associação que, transpondo o visual, alcança uma dimensão metafórica.
A complexa diversidade teórica e formal do trabalho de Cabrita procede de uma reflexão antropológica contrária ao reducionismo do discurso sociológico. De facto, é sobre silêncios e indagações que assenta a obra de Cabrita Reis.
Participou em importantes exposições internacionais, tais como nas Documenta IX e XIV em Kassel, em 1992 e 2017, nas 21ª e 24ª Bienais de São Paulo, respectivamente em 1994 e 1998, e no Aperto na Bienal de Veneza de 1997. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza, em 2013 apresentou “A Remote Whisper”, 55a Biennale de Venezia e em 2009 participou na Xème Biennale de Lyon, “The Spectacle of the Everyday”. Em 2022 Cabrita apresentou “Les Trois Grâces” nas Tuileries, comissariado pelo Museu do Louvre, e na ocasião da 59ª Bienal de Veneza Cabrita Reis apresenta “Field” na Chiesa di San Fantin.

