10 artistas concorrem ao Prémio Desenho FLAD na Drawing Room Lisboa

Mais de 300 candidaturas concorreram à seleção da primeira edição do Prémio FLAD de Desenho. Os finalistas exibirão seus trabalhos na Drawing Room Lisboa e o vencedor receberá prémio de 20 mil euros.

Já estão escolhidos os 10 finalistas da 1.ª edição do Prémio FLAD de Desenho, cujo trabalho vai estar em exposição na 4ª edição da Drawing Room Lisboa, que se realiza de 27 a 31 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes

Este novo prémio anual, no valor de 20.000 €, tem como objetivo apoiar a criação e os artistas, reconhecendo o talento artístico em Portugal. A área de produção artística escolhida foi o desenho, pela sua importante representação na Coleção de Arte Contemporânea da FLAD e por constituir uma expressão artística de relação muito íntima com o criador de arte.
Os artistas portugueses que desenvolvem o seu trabalho na área do desenho aderiram em grande número a esta iniciativa, que recebeu mais de 300 candidaturas, naquela que é ainda a primeira edição do Prémio Desenho FLAD. 

O júri da segunda fase do Prémio Desenho FLAD é composto por o investigador António Pinto Ribeiro, o artista Jorge Martins e a directora da feria Mónica Álvarez Careaga, que visitaram os ateliers e exposições patentes dos 10 artistas finalistas do prémio.

Depois de uma adesão espetacular, mais de 320 candidaturas, foi possível escolher um grupo muito forte de finalistas, que representam um leque variado de aproximações ao desenho.

Rui Sanches, presidente do júri do Prémio FLAD de Desenho 2021.

drawing room

As obras dos artistas finalistas integram a exposição colectiva apresentada na Drawing Room Lisboa, que inaugura a 27 de Outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes.

O vencedor do Prémio FLAD Desenho vai ser anunciado a 30 de outubro durante a Drawing Room Lisboa.

Conheça os 10 artistas finalistas ao Prémio Desenho FLAD

ADRIANA MOLDER
Adriana Molder nasceu em Lisboa em 1975. Fez o curso de Realização Plástica do Espectáculo na ESTC e de Desenho e Artes plásticas na Ar.Co, em Lisboa. Participou em residências internacionais como a da Budapest Galeria (Budapeste) e foi artista residente na Künstlerhaus Bethanien (Berlim) em 2007, ano em que ganhou em Berlim (onde residiu treze anos) o prémio revelação artes plásticas Herbert Zapp. Expõe individualmente em Portugal e no estrangeiro desde 2002, destacam-se exposições no Sintra Museu de Arte Moderna- Coleccção Berardo, com Paula Rego num projecto original criado para a Casa das Histórias –Paula Rego (Cascais), na Fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva (Lisboa) e na Künstlerhaus Bethanien (Berlin). Está representada em diversas colecções, privadas e públicas, entre as quais Banco Espírito Santo, Colecção António Cachola, Colecção Berardo , Union Fenosa e Kupferstichkabinett – Staatliche Museen zu Berlin. Adriana Molder vive e trabalha em Lisboa.

ANAMARY BILBAO
AnaMary Bilbao nasceu em Sintra (1986). Encontra-se a finalizar o doutoramento em Estudos Artísticos (FCSH – Universidade Nova de Lisboa e Birkbeck – Universidade de Londres). Em 2019 foi nomeada para o Prémio Novos Artistas Fundação EDP (13ª Ed.). Como afirma a artista, nas suas obras a perda contida nas fissuras, rasuras e intervalos é a oportunidade que permite o espaço para a dúvida, o espaço livre de onde tudo pode despontar, porque não há verdade de antemão, só interrupções e conexões. Expôs o seu trabalho recentemente em espaços como MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (Lisboa), Fundação Leal Rios (Lisboa), ARCO (Madrid), Galeria Zé dos Bois / Novo Negócio (Lisboa), Fundação PLMJ (Lisboa), Toronto Convention Centre (Toronto), MACE – Museu de Arte Contemporânea (Elvas), Galeria Boavista – EGEAC (Lisboa), Cristina Guerra Contemporary Art (Lisboa), entre outros. A sua obra encontra-se representada em colecções públicas e privadas, entre elas: Coleção António Cachola / MACE; Coleção de Arte Contemporânea Figueiredo Ribeiro / quartel; Coleção SILD – Julião Sarmento; Ulla Wiegand and Christoph Sebastian Collection; C.M.S. – Câmara Municipal de Sintra / MU.SA; Coleção Fundação Leal Rios; Coleção Fundação PLMJ; Coleção Fundação EDP / MAAT; Coleção Maria e Armando Cabral; Coleção Santander Totta.

Créditos de imagem: Vera Marmelo

GONÇALO PENA
Gonçalo Pena (1967) vive e trabalha em Lisboa e Guimarães. É formado em pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. É doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho desenvolve-se sobretudo nas áreas do desenho e pintura
O seu trabalho em desenho tem vindo a ser publicado desde 2014 pela Mousse Publishers (edição de João Maria Gusmão + Pedro Paiva). Em 2021 foi editado o terceiro volume.

MATTIA DENISSE
Blois, França, 1967. Vive em Lisboa, Portugal, desde 1999. Estrangeiro ou extraterrestre, Mattia Denisse nunca se sentiu de nenhum lado. Por não ter paciência para esperar ser condenado por outros ao exílio, viajou. Pela Europa e África e Brasil, procurando algures o que ele poderia ter provavelmente achado se ficasse lá onde ele estava. Como “é preciso traficar alguma coisa enquanto se espera que a noite venha”, ele escolheu a arte ou a arte escolheu-o, como meio, para sobreviver. Aos 7 anos e meio descobre espantado “que a arte é o lugar de todos os possíveis”. Depois da pintura como iniciação, explorará sobretudo a instalação como “espaço trópico”: projeto de reconstrução à escala planetária de uma “paisagem paradigmática”. O conjunto destas obras seria o ressurgir “de um paraíso” do qual se reencontrasse os fragmentos dispersos à superfície do globo.
Destacam-se as últimas exposições individuais: O CONTRA CÉU – ENSAIO SOBRE O HIATO (Galeria ZDB, 2010); CONFERÊNCIA SOBRE A QUEDA DE DOIS CORPOS (Projeto Galeto, Lisboa, 2012); HISTÓRIAS ASSÍMPTOTAS DO HOMEM SEM CABEÇA, DA MULHER GEOMÉTRICA, DO MACACO E DA MORTE (Galeria Bessa Pereira, Lisboa, 2014); DUPLO VÊ (Casa das Histórias Paula Rego, 2016); DUPLO VÊ (Galeria ZDB, Lisboa, 2017); DEUS VERME (com João Maria Gusmão e Pedro Paiva, Galeria Caroline Pagès, Lisboa, 2017); ARCHICONTO (Gabinete, Lisboa, 2018); PEIXE-PATO (com Laetitia Morais, Porta 33, Funchal, 2021).

MUSA PARADISÍACA
Eduardo Guerra (1986) e Miguel Ferrão (1986)
Vivem e trabalham em Lisboa, Portugal. Musa paradisiaca é um projecto artístico de Eduardo Guerra (Lisboa, 1986) e Miguel Ferrão (Lisboa, 1986) centrado no diálogo. Tendo início em 2010, com a apresentação de um conjunto de ficheiros sonoros no seu sítio web a prática de Musa paradisiaca tem vindo a pluralizar-se desde então. Em contexto discursivo, participativo ou expositivo, Musa paradisiaca pode ser definida pela produção de esculturas, filmes, desenhos e acções performativas, entre outras.
Entre as suas exposições individuais mais recentes destacam-se “An animal with a backpack”, Galeria Quadrado Azul, Lisboa (2021); “The I of the Beeholder”, Fundação Carmona e Costa, Lisboa (2020), “Cavazaque Piu Piu”, Galeria Quadrado Azul, Porto (2019), “Curveball Memory”, Galeria Municipal do Porto, Porto (2018), “Man with really soft hands”, Galeria Múrias Centeno, Lisboa (2017) e Frieze, Londres (2017), “Masters of Velocity”, Dan Gunn Gallery, Berlim (2016), “Alma-bluco”, CRAC Alsace, Altkirch (2015), “Audição das máquinas”, Kunsthalle Lissabon, Lisboa (2014) e “Audição das flores”, Galeria 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa (2014).
O seu trabalho tem sido apresentado em diferentes contextos, entre os quais Whitechapel Gallery, Londres (2019); MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, Lisboa (2018); Haus der Kulturen der Welt, Berlim (2017); BoCA – Bienal das Artes Contemporâneas, Lisboa (2017); Vdrome, online (2017); ISELP, Bruxelas (2017); Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa (2017 e 2013); Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães (2016); Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2016 e 2015); Videoex Film Festival, Zurique (2015); Malmö Art Academy – Moderna Museet, Malmö (2015); Fondation d’Entreprise Ricard, Paris (2015); Palais de Tokyo, Paris (2013); Cinemateca Portuguesa, Lisboa (2013). Musa paradisiacaé representada pela Dan Gunn Gallery (Londres) e pela Galeria Quadrado Azul (Porto / Lisboa).

PEDRO HENRIQUES
Pedro Henriques (1985) estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Expõe regularmente desde 2008. Das exposições recentes, destacam-se: Lehmann Silva, Porto, 2020; CAV, Coimbra, 2020; Matadero, Madrid, 2018; National Gallery, Praga, 2017; Museu de Serralves, Porto, 2014/15/16, entre outras. Foi finalista do Prémio EDP Novos Artistas em 2013 e vencedor do Prémio Novo Banco Revelação em 2014. Vive e trabalha em Lisboa.

PEDRO TROPA
Pedro Tropa (Santarém, 1973) é artista, fez a sua formação em Desenho e Fotografia no Ar.Co tendo terminado os seus estudos na School of The Art Institute
of Chicago, EUA. Há cerca de duas décadas que o seu trabalho em desenho, fotografia, texto e som está fortemente ligado à paisagem e à sua prática
enquanto montanhista. Pertence desde 2009 ao grupo de artistas da Galeria Quadrado Azul. É artista colaborador desde 2018 do colectivo Osso e é membro fundador do projecto Matéria Simples.

PEDRO TUDELA
Nasceu em Viseu, em 1962. Concluiu o Curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) em 1987. Professor Auxiliar da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Enquanto aluno da ESBAP, foi cofundador do Grupo Missionário: organizou exposições nacionais e internacionais de pintura, arte postal e performance. Participa em vários festivais de performance desde 1982. Foi autor e apresentador dos programas de rádio escolhe um dedo e atmosfera reduzida na xfm, entre 1995 e 1996. Em 1992, por ocasião da exposição “Mute … life”, funda o coletivo multimédia Mute Life dept. [MLd]. Enveredou pela produção sonora em 1992, participando em concertos, performances e edições discográficas, em Portugal e no estrangeiro. Cofundador e um dos elementos do projeto multidisciplinar e de música digital @c. Membro fundador da media Label Crónica. Trabalha em cenografia desde 2003. Expõe individualmente com regularidade desde 1981. Participa em inúmeras exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro desde o início da década de 80. Encontra-se representado em museus, coleções públicas e particulares. Vive e trabalha no Porto.

SARA CHANG YAN
Sara Chang Yan (Lisboa, 1982) vive e trabalha em Lisboa e no Pico. É licenciada em Arquitetura na FA-UL, e realiza o Curso Regular de Desenho, o Curso Avançado em Artes Plásticas e Projeto Individual no Ar.Co, no qual recebe a bolsa de estudo da Fundação Carmona e Costa (2013). Em 2015, é selecionada para a residência artística Getting Lost dirigida por Julie Mehretu, na Fundación Botín em Santander. E no mesmo ano, recebe o Prémio Artes Visuais para Jovens Criadores, da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2016, é selecionada para a residência artistica Open Sessions 2016-2017 no The Drawing Center em Nova Iorque. Exposições individuais: (2019) Sem Pressa de Chegar, Galeria Boavista, Galerias Municipais de Lisboa. (2018) Um Plano Tangível e Infinito, Galeria Madragoa, Lisboa. (2016) Escuto o silêncio, fala inteiro e com precisão, Galeria Madragoa, Lisboa. Exposições colectivas: (2020) Mais Nada se Move em Cima do Papel, Centro de Artes de Águeda; Festa.Fúria.Femina, Colecção da FLAD, Central (MAAT) Lisboa; Desenho Incerto, Cinco Leituras do Espaço, Colégio das Artes, Coimbra. (2019) Studiolo XIX, Desenho e Afinidades, Fundação Eugénio de Almeida, Évora. (2018) Campo de Visão, Núcleo de Arte Contemporânea da C.M.L. (2017) Where Do We Stand? Two Years of Drawing Open Sessions, The Drawing Center, New York; (2016) Hibernation Plan, The Drawing Center, New York.

SARA BICHÃO
Sara Bichão (Lisboa, 1986) vive e trabalha em Lisboa. É licenciada (2008) e mestre (2011) em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Integrou várias residências artísticas como a Residency Unlimited (2012, EUA), ADM-PIRA (2016, México), Artistes en Résidence ou Cité Internationale des Arts (2017 e 2019, França). Expõe regularmente desde 2009.
Exposições individuais (seleção): Fever (2021), Taffimai, Lisboa; Qual é a coisa, qual é ela (2020), Galeria Filomena Soares, Lisboa; Encontra-me, Mato-te (2018), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Coastal (2017) e Adrift in Space, Melt in Pace (2015), Barbara Davis Gallery, Houston; O meu sol chora (2016), Fundação Portuguesa das Comunicações, em parceria com a Galeria Bessa Pereira, Lisboa; Somebody’s Address (2016) e Open Gates (2014), Rooster Gallery, Nova Iorque; Recheio (2014), Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa.
Foi premiada pela Fidelidade Mundial – Prémio de Jovens Artistas (2009, menção honrosa), pelo Anteciparte (2009, artista selecionada) e venceu o BPI / FBAUL (2008) na categoria de pintura. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e do Instituto Francês. O seu trabalho está representado em várias coleções institucionais: PLMJ, Lisboa; FLAD, Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; MAAT – Fundação EDP, Lisboa; Fundação Carmona e Costa, Lisboa; Fundação Portuguesa das Comunicações, Lisboa; Coleção Figueiredo Ribeiro, Lisboa; MidFirst Bank, Arizona; Twins Design, Houston; Fidelidade Mundial, Lisboa; Telo de Morais, Coimbra; Benetton Foundation, Milão; CAC, Málaga.

Créditos da imagem: Carolina Vieira, Porta 33, 2020