Artistas americano e português unem-se em exposição coletiva na Ainori

No próximo dia 19 de Novembro, das 18h00 às 21h00, a AINORI contemporary art gallery, em Alcântara (Rua das Fontaínhas, 70A, Lisboa), inaugura a exposição coletiva dos artistas Alberto Casais (NYC, US) e Gustavo Costa Fernandes (Porto, PT) sob o tema VUJA DÉ..

 

Com intenção de continuar a promover um local de reflexão e interação com a arte contemporânea, A exposição Vuja dé leva o público numa nova viagem através do sentimento de Vuja dé, usando como gatilho a perspectiva diferente de situações familiares presentes nas obras do artista americano Alberto Casais (NYC) e do artista português Gustavo Costa Fernandes (Porto).

 

A exposição varia entre as obras sedutoras e contraditórias do artista Gustavo Costa Fernandes em que cenas familiares são reconstruídas em códigos ambíguos. As fotografias que o artista recolhe tornam-se modelos para as suas pinturas, exemplos de cenas contemporâneas em que o grotesco se torna o protagonista. Contradição e paradoxo compõem os elementos centrais da pintura de Gustavo, criando ambiguidade e interesse por parte do espectador.

 

Os elementos contraditórios também se tornam um impulso inicial nas obras de Alberto Casais, distinguindo-se pela sua simplicidade formativa, em que a atenção aos detalhes e o jogo de luzes captam o olhar do público. Tal como nas pinturas de Gustavo, nas obras de Alberto a fotografia torna-se um exemplo a partir do qual se pode traduzir em pinturas urbanas da cidade de Nova Iorque, nas quais a beleza e a decadência se entrelaçam, levando o espectador a uma tensão curiosa.

 

O tema central das pinturas de Casais gira em torno do conceito de vida urbana: representações de paisagens urbanas muito frequentemente animadas pela presença de pessoas e carros, onde emerge de forma exemplar a sensação de monotonia diária.

 

A criatividade desenvolvida pelos dois artistas dentro de realidades familiares extrapoladas, torna-se reconhecível ao público (deja vu), capaz sobretudo de acolher provocações (vuja dé).

 

A pintura figurativa em óleo sobre tela apresentada pelos dois artistas estabelece a força de uma impressão, resultado da ligação intrínseca entre forma e sentimento.

 

A entrada é livre, a exposição estará patente até Janeiro 2022, de terça a sábado, durante o horário compreendido entre as 15 e as 20 horas.