Morreu Cérès Franco, galerista, curadora e crítica de arte

Tenho a grande tristeza de receber anuncio de falecimento de Cérès Borba Farinha, conhecida como Cérès Franco. Ela faleceu no dia 16 de novembro, aos 96 anos.

Curadora da exposição e fundadora da galeria “L’Œil de Boeuf”, colecionadora de arte, doou quase duas mil obras a autoridades locais da Occitânia, agora expostas na La Coopérative-Musée Cérès Franco de Montolieu (Aude), cooperativa em que também estou representado com as minhas obras de arte.


A Cooperativa do Museu foi criada em 2019 para acolher, conservar, promover e mostrar ao maior número de pessoas o acervo resultante da doação de Cérès. É formada pela região Occitanie, pelo departamento de Aude, por Carcassonne Agglo, pelo município de Montolieu e pela Associação para a Promoção da Coleção Cérès Franco.

Franco era uma mulher com uma carreira excepcional, marcada pela paixão pela arte. Durante sua vida como curadora de exposições, crítica de arte e galerista à frente da galeria L’Œil de Bœuf, ela acumulou uma coleção rica e eclética, amplamente aberta ao mercado internacional.

No final da sua longa carreira profissional, Cérès Franco optou por instalar a sua coleção na aldeia de Lagrasse, no Aude, e depois encontrar um local para doá-la, transmiti-la e, assim, torná-la um bem público e cultural acessível a todos.

A exposição que acaba de terminar, “Les Voleurs de Feu”, apresentou as diferentes facetas desta coleção: a nova figuração francesa, o movimento CoBra, pintores autodidatas da Europa ou das fronteiras do Brasil, Marrocos e Tunísia, da marginal, de artistas visionários ou singulares a grandes figuras do mundo da arte, como a “Arte sem fronteiras” que Franco sempre defendeu.