Capicua faz concerto com o seu mais recente disco, Madrepérola

Capicua, vai estar na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, na Sexta-feira, dia 14 de Janeiro, às 21h, para um concerto com o seu mais recente disco, Madrepérola.


Madrepérola, o último disco de Capicua, foi lançado no início de 2020, menos de um ano depois de a rapper ter sido mãe. Isso nota-se, e não é só por causa da imagem da pérola que cresce dentro da ostra. Ouvimos Madrepérola e esbarramos na barriga que cresceu com estrias e sentimos o sofrimento para que haja um nascimento (como um ovo que estala por dentro, canta em Parto sem dor) e sentimos a angústia da filha que está a aprender a ser mãe: Eu rasguei a dor e o medo como papel de embrulho, anuncia ela em Último mergulho. Mas há outros assuntos – como os direitos e o empoderamento das mulheres – que atravessam toda a obra de Capicua e que também estão muito presentes neste disco: Faço arte da ferida, cuspo no Patriarcado, canta ela em Madrepérola, uma canção que evoca uma série de figuras que a inspiraram, cada uma à sua maneira, como a pintora Frida Kahlo e a jovem activista Malala, passando por Amália ou as tenistas Venus e Serena Williams. O hip-hop que eu quero para o futuro não será conservador, nem machista, nem burro, apregoa em Passiflora.

Nascida no Porto e com formação em Sociologia, Capicua lançou duas mixtapes (Capicua Goes Preemo, 2008, e Capicua Goes West, 2013), três álbuns em nome próprio e um disco de remisturas (Capicua, 2012; Sereia louca, 2014; Medusa, 2015, e Madrepérola, 2020). Apologista do espírito colaborativo e interventivo, típico do hip-hop, Capicua tem trabalhado com artistas muito diferentes (de Sérgio Godinho a Sara Tavares), mantém uma ligação estreita com o Brasil, a qual está patente no disco Madrepérola (Emicida, Rael, Rincon Sapiência, Karol Conka, entre outros) e é também uma letrista bastante requisitada. Com Pedro Geraldes, deu forma ao projecto Mão Verde, música para crianças com uma mensagem ecologista.

Capicua (Sala Principal do TMJB, dia 14 de Janeiro de 2022, sexta-feira, às 21h.) M/6 | 60 min. | Preço: entre 10,50€ e 15€ (Clube de Amigos: 7,50)

Ficha artística e técnica

Voz Capicua

Coros Joana Raquel e Inês Pereira

DJ D-One

MPC Virtus

Som de frente e palco Eduardo Maltez

Luz Virgínia Esteves

Roadie Emanuel Rocha

Road Manager Mário Castro

Booking e produção executiva Radar dos Sons

Mais informações em ctalmada.pt