NOVAS DE GIOVANI CARAMELLO

Hoje, Giovani Caramello, escultor hiper-realista brasileiro, abre mostra individual, em Santo André, SP, na Casa do Olhar, Luiz Sacilotto. Denominada “Introspecção”, dessa vez o artista, que já teve seu nome relacionado aos maiores expoentes da técnica no mundo, faz novas experimentações em sua arte e apresenta ao público três instalações inéditas. Com três peças inéditas, “Introspecção” reúne três instalações e as primeiras esculturas em escala real.

Após o encerramento da exposição, Giovani Caramello viaja ao Rio de Janeiro para participar da ArtRio, feira reconhecida como um dos mais importantes eventos do segmento no mundo. “Esta é primeira vez que a OMA Galeria integra o elenco de expositores, o que representa um grande passo para um espaço ainda considerado novo no circuito. Então, para nos destacarmos entre os demais, vamos levar obras ainda inéditas para o público local e dar a oportunidade para que os visitantes conheçam os nomes que integram o quadro de representados pela galeria”, adianta.

De uma poesia incontestável e técnica que surpreende e o coloca entre as grandes revelações da arte nacional, Giovani Caramello, instiga o público com temas recorrentes em seu íntimo por meio de suas obras. Dessa vez, vai ser possível conhecer características profundas da personalidade do artista, tais como timidez, ansiedade e solidão, que segundoCaramello são sentimentos universais e que costumam gerar proximidade com seus admiradores. “Tento transmitir, de uma forma visual, sensações que já superei em minha vida, mas que outras pessoas podem estar passando ou refletindo sobre este mesmo tema. Para isso, optei por experimentar e inovar dentro da minha técnica e fazer uma obra autobiográfica”, comenta.

Ambientes

Em “Introspeção”, diferente das demais exposições que realizou anteriormente, o artista apresenta três instalações que estarão localizadas em salas distintas para que o público tenha uma experiência única durante a visitação. Para termos uma ideia, a sala com as obras da instalação “Solidão” é composta por quase mil monges, feitos em gesso e com uma única peça localizada ao centro revestida por folhas de ouro, o diferenciando dos demais. Na sala “Me Deixe em Paz” há uma obra, no tamanho próximo ao de uma criança real dentro de uma caixa de papelão. Na “Fobia Social”, que é uma obra autobiográfica em tamanho real, o artista está soterrado por pedras.

Segundo Thomaz Pacheco, que assina a curadoria da mostra e é galerista da OMA Galeria, espaço que representa Giovani Caramello, nesta exposição o público poderá entrar em contato com o novo momento, mais amadurecido, do artista. “Mesmo tendo uma curta carreira, ele tem mostrado um trabalho muito denso no sentido poético. Em suas obras Giovani parece esculpir emoções em que muitas vezes parecem se dar em um tempo expandido. Seria o mesmo que dizer que as obras estão sentindo, pensando, vivendo… sempre no gerúndio”, comenta.

De 19 de agosto a 24 de setembro.

 

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Coluna – Renato Rosa
Renato Rosa, brasileiro, São Gabriel, RS, Brasil, 1946. Marchand, pesquisador, editor do jornal cultural O PARALELO do site www.bolsadearte.com/oparalelo, co-autor do “Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul”, (2ª edição, 2000, esgotada) Editora da Universidade/UFRGS.

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