38º Festival de Almada anuncia data para julho com 21 espectáculos

O 38º Festival de Almada já tem data agendada. Segundo comunicado, o evento decorre entre 2 e 25 de Julho em oito salas de Almada e Lisboa. O autor do cartaz da edição 2021 do Festival é o artista plástico Thomas Langley.

No ano do cinquentenário da Companhia de Teatro de Almada, assinalado com a estreia de duas criações durante o Festival, a programação inclui onze espectáculos portugueses e dez estrangeiros, e será anunciada no dia 18 de Junho.

As Assinaturas que dão acesso a todas as peças já se encontram à venda. Desde 14 de Maio, já foram vendidas mais de 150 assinaturas para o 38° Festival de Almada.

As assinaturas para o Festival de Almada dão acesso directo a todos os espectáculos (11 portugueses e 10 estrangeiros) e podem ser adquiridas na bilheteira do Teatro Municipal Joaquim Benite, nas lojas FNAC e em www.ctalmada.pt.

 

Maria Callas no 38° Festival de Almada

Centro Cultural de Belém • 10 e 11 de Julho

Cartas e Memórias
Texto e encenação de Tom Volf
Com Monica Bellucci

Monica Bellucci – a actriz italiana mundialmente famosa pela sua carreira cinematográfica – estreia-se no teatro com um auto-retrato da mais consagrada voz do séc. XX. Descobrimos a mulher por detrás da diva, da infância em Nova Iorque até aos anos em Atenas, passando pelos píncaros de uma carreira planetária marcada por escândalos e pela nefasta paixão por Onassis. “Quando se chega tão alto, deixa-se de ser livre”: a vida de Maria Callas ganhou os matizes trágicos das heroínas que cantou. Vítima da exigência para consigo própria e da batalha perene que travou com a voz, la divina continuou a trabalhar sem descanso até ao último suspiro, em Paris, aos 53 anos, na mais completa solidão.

 

Ivo van Hove no 38° Festival de Almada

Teatro Nacional D. Maria II • 8, 9 e 10 de Julho

Quem matou o meu pai?
Texto e encenação de Édouard Louis
Com Ivo van Hove

Desde 2012 que o aclamado encenador Ivo van Hove não se apresentava em Portugal. O seu Toonelgroep de Amesterdão traz-nos um texto do autor-sensação da actualidade: o francês Edouard Louis, cujos textos centrados na homofobia, no racismo e na desigualdade social têm subido à cena nos principais palcos europeus. Partindo do relato de uma visita ao próprio pai – um antigo operário envelhecido, doente e amargurado – o jovem escritor desmonta o discurso da elite dirigente aos comandos do seu país. A crítica rendeu-se a este espectáculo: “um retrato impiedoso e comovente” (in Volkskrant); “triunfo do actor Hans Kesting”; (in NRC); “um bom actor e um texto forte bastam para arrepiar-nos” (in Trouw).

 

Agnès Mateus e Quim Tarrida no 38° Festival de Almada

Academia Almadense • 14 a 18 de Julho

Rebota rebota y en tu cara explota
Criação de Agnès Mateus e Quim Tarrida

Ao ser votado no ano passado pelo público do Festival como Espectáculo de Honra, Rebota, rebota… acrescentou mais uma distinção à sua lista de prémios: Prémio da Crítica 2017, Prémio “Aplauso” e Prémio Butaca. Denunciando crua e despudoradamente o flagelo da violência doméstica contra as mulheres, esta peça demonstra até que ponto esse fenómeno se encontra enraizado entre nós. Agnès Mateus prende-nos a atenção (e o fôlego) do primeiro ao último instante. Se bem que o objectivo da denúncia da violência de género seja explícito e cumprido sem condescendências, o humor nunca é completamente posto de lado. As gargalhadas do início do espectáculo estabelecem um contraste fracturante com o seu fim.