O 38º Festival de Almada arranca com programa internacional a 2 de julho

Ivo Van Hove, Josef Nadj, Jan Lauwers, Viviane De Muynck, Monica Bellucci, François Chattot e Chico Diaz são destaques desta edição.

Entre  2  e  25  de  Julho, sete teatros de Almada e Lisboa recebem espetáculos do 38º Festival de Almada. São ao todo 21 produções divididas por 108 sessões no Teatro Municipal Joaquim Benite, no Fórum Romeu Correia, na Incrível Almadense, Academia Almadense, no Teatro-Estúdio António Assunção, no Centro Cultural de Belém e no Teatro Nacional D. Maria II.

Esta edição coincide com o ano em que se comemoram os 50 anos da Companhia de Teatro de Almada, que estreia duas criações. Hipólito, de Eurípedes abre o Festival, com encenação de Rogério de Carvalho e Um gajo nunca mais é a mesma coisa, com texto e encenação de Rodrigo Francisco.

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros. Foto: Caroline Reis

Para celebrar os nossos 50 anos, tivemos uma ideia que foi de convidar quatro pessoas muito próximas a nós, quatro amigos, no caso a professora Eugénia Vasques, do escritor José Mário Silva, do professor Carlos Vargas e da atriz Teresa Albuquerque para virem conversar com pessoas que fizeram parte da Companhia, durante a sua história. Portanto, dividimos esses 50 anos em fatias e cada uma dessas pessoas vai conversar sobre pessoas que fizeram parte desse projeto, no Encontros de Cerca” disse Rodrigo Francisco na apresentação à imprensa.

A programação do Festival retoma a sua dimensão internacional, com destaque a participação de criadores e intérpretes como Ivo  van  Hove,  Josef  Nadj – que  dirigirá a formação O sentido dos Mestres, Jan Lauwers,  Viviane De Muynck, Monica Bellucci, François Chattot ou Chico Diaz. 

Um conjunto de peças da dramaturgia clássica são apresentadas como Eurípides, Alfred de Musset e contemporânea, como Joyce, Pasolini, De Filippo, Tennessee Williams, Édouard Louis.

O 38º Festival de Almada inclui seis textos de autores portugueses e quatro estreias, num ano em que várias criações se debruçam sobre o continente africano e a problemática do pós-colonialismo. 

Para além dos espetáculos, o Festival promove um conjunto de 14 conversas com os criadores presentes em Almada, um ciclo de Encontros da Cerca dedicados aos 50 anos da Companhia de Teatro de Almada, bem como uma exposição de José Manuel Castanheira sobre a Companhia. 

O autor do cartaz da edição deste ano é o artista plástico inglês Thomas Langley, que inaugura uma exposição na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea. “É a primeira vez que temos um artista plástico estrangeiro a realizar o cartaz do festival.” revela Rodrigo Francisco. 

As  Assinaturas,  que  dão  entrada  directa  em  todos  os  espectáculos,  podem  ser  adquiridas  no  Teatro  Municipal Joaquim Benite, nas lojas FNAC e em www.ctalmada.pt.