Imagens e Sons da Luta de Libertação em Angola em exposição

Nesta quinta (22),  pelas 12 horas, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade inaugura a Exposição Temporária – Augusta Conchiglia nos Trilhos da Frente Leste – Imagens (e Sons) da Luta de Libertação em Angola.

Em Abril de 1968, Augusta Conchiglia entrou clandestinamente em Angola para, com o realizador Stefano de Stefani, reportar a luta de libertação em curso. Até setembro, guiados pelos guerrilheiros do MPLA, percorreram centenas de quilómetros nas zonas libertadas do Moxico e do Cuando-Cubango.

Conchiglia tirou milhares de fotografias, das quais uma pequena parte foi publicada em Guerra di Popolo in Angola (1969). Com curadoria de Maria do Carmo Piçarra e José da Costa Ramos, Augusta Conchiglia nos Trilhos da Frente Leste – Imagens (e Sons) da Luta de Libertação em Angola apresenta imagens do primeiro álbum fotográfico da autoria de alguém exterior às lutas de libertação africanas e imagens inéditas, recuperadas nos arquivos da autora.

 

Foto: Augusta Conchiglia (Guerra di popolo in Angola, 1969)

 

A fotógrafa italiana recolheu ainda sons – canções, dramatizações, discursos, interrogatórios a prisioneiros portugueses – editados no vinil Angola chiama. Documenti e canti dalle zone liberate (1973). As imagens e sons que apresentamos evocam esperanças e lutas dos que viviam nas zonas libertadas em Angola.

Usadas por Sarah Maldoror e William Klein, as imagens de Augusta Conchiglia – que nem sempre lhe são creditadas – tornaram-se iconográficas da luta de libertação contra o colonialismo português. Este é um gesto de restituição, que projecta o nome da sua autora com as suas imagens.

 

Augusta Conchiglia nos Trilhos da Frente Leste – Imagens (e Sons) da Luta de Libertação em Angola.

Inauguração dia 22 de julho de 2021, às 12h

Patente de Terça a Domingo das 10h às 18h

Museu do Aljube – Rua de Augusto Rosa, 42 • Lisboa

Sala de Exposições Temporárias – 4º Piso

Entrada Livre