Viviane De Muynck regressa esta terça com “Molly Bloom”

A partir desta terça (20), a peça “Molly Bloom” criada e adaptada com Jan Lauwers, em que Viviane De Muynck regressa ao Festival de Almada com um trabalho que lhe valeu o prémio Ultima de mérito cultural, pelo Governo flamengo, em 2018.

 

Em 1999, Viviane De Muynck e Jan Lauwers começaram a trabalhar sobre a obra de James Joyce, cujo neto, Stephen J. Joyce, em cartas que fizeram escândalo, havia explicitamente proibido a utilização. Malgrado essa circunstância, algumas leituras clandestinas tiveram lugar na Alemanha e chamaram a atenção dos media. Presentemente, a obra de Joyce está no domínio público. Um trabalho cujo objectivo maior é visitar ou revisitar o génio de Joyce com o público.

 

Molly Bloom dá vida ao monólogo interior da mulher de Leopold Bloom. Símbolo da feminilidade, os seus pensamentos e o seu sentido de humor sobre os homens da sua vida, sobre a sua situação nesse momento, sobre as suas recordações, sobre a sua alegria de viver, são uma lição sobre como abordar a perda e o sofrimento.

 

«De Muynck mostra-nos uma mulher, não uma personagem num enredo. Molly Bloom é a forma, o sentido e a voz da mulher que tomou o seu lugar e que não deixará que nada a silencie.» (Ovejas Muertas, revista de informação e pensamento sobre teatro)

 

Jan Lauwers, antigo aluno em Belas-Artes, fundou a sua companhia em Bruxelas em 1986. Em 2014 recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira na Bienal de Veneza. O seu teatro é arrojado, multidisciplinar, esteticamente pioneiro. Em 2018, a actriz Viviane De Muynck foi distinguida com o prémio Ultima de mérito cultural pelo Governo flamengo. Conhecida já do público do Festival, a grande dama do teatro belga regressa à festa de Almada depois de ter protagonizado O quarto de Isabella (2018) e Guerra e Terebintina (2019).

 

Molly Bloom, Viviane De Muynck com Jan Lauwers

De terça (20) a Sábado (24), às 20h30

Domingo (25), às 16h

Salão de Festas, Incrível Almadense – Almada