Artistas se unem em exposição para alerta sobre alterações climáticas

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Neste sábado (23), o Centro Cultural de Lagos recebe a exposição coletiva Vem Mararte com Arte 2021, realizada pela galeria Métizartis. Quinze artistas participam com pinturas, fotografias, esculturas e cerâmica a trazerem reflexão acerca das alterações climáticas e consequente impacto nos oceanos.

Segundo a curadora, Elsa Flores, a biodiversidade marinha também encontra-se em risco, assim como o sustento familiar “Esta conjugação de fatores acentuados reflete os impactos de outras pressões humanas sobre o mar, conduzindo à perda de biodiversidade marinha. A subsistência de muitas pessoas depende da biodiversidade e dos ecossistemas marinhos, sendo que é urgente tomar medidas para limitar o aquecimento dos oceanos.

Nas pinturas, apresentam os artistas Arlete Marques, Alba Simões, Gilberto Gaspar, Marco Monteiro, Paula Bravo, Pedro Charters d’Azevedo, Renato Rodyner, São Matthias Nunes e Xicofran. Outros três artistas participam com fotografia, sendo eles o Mauro Rodrigues, Vitor Azevedo e Vico Ughetto. Os artistas Pemba e J.Leitão Baptista com esculturas e com cerâmica José Henrique Prado.

Pelas imagens variadas de artistas plásticos nacionais e internacionais, encontramos na pintura, escultura, fotografia e instalações as causas para um novo mundo com mais segurança e qualidade. O objetivo é chegar a todas idades e o despertar para um tema preocupante na atualidade – O MAR.” explica Elsa Flores.

 

Artistas pintores Vem Mararte com Arte 2021

Alba Simões

Os temas e as cores da minha paleta azul, verde, castanho ou amarelo fazem uma ligação de pura sensibilidade à pintura “a fresco” ou aos frisos de cerâmica das civilizações mediterrânicas. Importa referir o domínio técnico, o ecletismo temático, como processo de busca de uma ordem estilística que alcancei ao fim de longa prática e estudo, o incansável empenhamento e o rigor da minha obra com características únicas.

Trabalho harmonioso em suma, de equilibrada técnica feita de feição geométrica e de acentuado cunho gráfico, quer nos volumes, que circunscrevem os planos, as perspetivas e todo o envolvimento dos elementos que constituem as obras. Alba Simões nasceu em Lisboa e estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Participou em mais de duas centenas de exposições coletivas e individuais em Portugal e no Estrangeiro. Podemos encontrar obras suas em países como Espanha, França, Bélgica, Suíça, Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Brasil, Macau e Angola. Alba Simões tem sido galardoada com Menções Honrosas e Primeiros Prémios ao longo dos seus 30 anos de carreira. A principal obra efetuada foi um painel com
80m2 intitulado “Vista sobre a cidade de Lisboa”. É mencionada em várias revistas e jornais Portugueses e Estrangeiros e encontra-se representada em inúmeros Museus e Instituições tanto particulares como oficiais, nos quatro continentes. É sócia da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), da Associação Nacional de Artistas Plásticos (ANAP), e do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual.

 

 

Arlete Marques

Começou a pintar somente com 50 anos, autodidata, Com a necessidade de absorver outras culturas e por ser uma cidadã do mundo onde encontrou o seu dom. Na verdade, sempre teve essa inclinação pelo desenho e pela pintura. Com a passagem ao Brasil, paixão por esse país, influenciou a sua arte, até mesmo com a Carmen Miranda (cantora e atriz brasileira).

Participou em capas de Livros entre outros eventos culturais. 1968/1974 – Desenhadora de cartografia geológica dos serviços de geologia e minas de Angola. 1995/2005 – Capa dos livros de Filipe Zau “Angola: trilhos para o desenvolvimento”, “Marítimos africanos e um clube com história” e “Meu canto à quimera e à razão das circunstâncias”, Capa do livro de Isabel Bastos sobre sua tese de doutorado.

As suas obras, encontram-se em diversas coleções particulares e oficiais em Angola, Portugal, Espanha, Cuba, Estados Unidos da América, Senegal, Marrocos, França, Itália, Brasil, México, Ilha dos Açores e Ilha da Madeira. De 2005 – 2021, participou em várias exposições no país e no estrangeiro.

 

 

Gilberto Gaspar

Nasceu a 19 de Janeiro de 1964 em Lisboa e começou a expor os seus trabalhos na década de 90. Curso de Imagem e Comunicação Audiovisual, Escola António Arroio, Curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas Artes, frequência do curso de Artes Plásticas da Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha e do 3º ano do curso de Artes Plásticas variante de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

Representações na Câmara Municipal do Seixal, Câmara Municipal do Barreiro, Museu de Ovar, Museu do Ciclismo e coleções particulares. Obra distinguida, menção honrosa no concurso para jovens artistas promovido pelo Centro Pastoral Paulo VI do Santuário de Fátima, Primeiro prémio de pintura ao vivo de Proença-a-Nova.

Convidado várias vezes como cenógrafo para o Festival de BD da Amadora, Atelier Vila Nogueira de Azeitão.
Professor de Pintura no seu atelier em Azeitão. J. Leitão Baptista e Pemba Grupo escultórico do Atelier Polana, resultaram da recolha e aplicação de materiais de desperdício com a ideia sempre presente de recuperação e reciclagem durante e pós-execução. Trata-se de peças artísticas exibidas como simulações de modelos cuja dinâmica e funções são descritas apenas como hipóteses ficcionais. Participação em diversas exposições nacionais e internacionais.

 

 

Marco Monteiro

Marco Monteiro é um artista visual e designer brasileiro, radicado em Portugal. Seu trabalho transita entre diversas influências, tendo a arte gráfica, a ilustração, a street art e a arte digital como alicerces de sua obra. O ativismo é outro elemento constante em sua produção como artista. Seja em causas sociais, ecológicas ou em sua percepção crítica da sociedade contemporânea, os trabalhos de Marco Monteiro oferecem, de
maneira sutil ou explícita, elementos para uma reflexão.

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Paula Bravo

Nasceu em Moçambique, Lourenço Marques, no ano de 1956. Estudou em Moçambique, onde iniciou o gosto e a sua Aprendizagem e técnica ao nível da arte de pintura e escultura. Adaptou o nome artístico de Paula Bravo, em homenagem ao seu pai – Luís Bravo – Enfermeiro, dessa instituição, homem benemérito, pertencente à Cruz do Oriente, que dedicou toda a sua vida a ajudar os mais desprotegidos.

Veio para Portugal em 1977, radicando-se em Vila Nova de Santo André onde possui um Atelier e um espaço comercial vocacionado para as artes e, de forma autodidata, desenvolveu e aperfeiçoou as suas técnicas e estilo personalizado; seu gestualismo. Em 1995 é convidada pela Caixa de Crédito Mútuo de Santiago do Cacém para executar um painel destinado á decoração do espaço da delegação de Vila Nova de Santo André, que tem como representação escultórica “As Ceifeiras”, tendo concluído esta obra de arte em 1997.

No ano de 2000, a Convite da Galeria de Arte da Escola Yázigi Internacional, expõe no Estado do Espírito Santo, no âmbito das comemorações dos 500 anos do Brasil. A Continuidade do seu sucesso tem vindo a ser marcado desde 1991 a 2021. Com mais de duas centenas de exposições coletivas e individuais no país e no estrangeiro.

 

 

Pedro Charters d’Azevedo

Pedro Charters d’Azevedo, nasce a 03 de novembro de 1946 em Lisboa e desde cedo demonstrou curiosidade e habilidade para as artes, assim como alguns dos seus familiares, procurou um momento na sua vida que lhe permitisse dedicar-se a esta paixão a tempo inteiro.

Ao longo dos anos desenvolveu, como autodidata, a sua técnica e personalidade artísticas e começa a expor a partir de 1999 pintura sobre papel, madeira e tela nas quais demonstra as suas influências. Em 2009, finalmente encontra a sua identidade enquanto artista dando-lhe a confiança para ser mais ousado, mais espontâneo e livre, conseguindo dedicar-se ao estilo que o apaixona, a desconstrução do óbvio, o abstrato, a concepção quer em figurativo quer abstrato.

Tem vindo a receber vários prémios pela sua arte e continua a expôr, tanto em Portugal como no estrangeiro. Tem obras expostas em várias Instituições, foi representado em várias publicações, revistas, jornais, livros de Arte, catálogos de Leilões e na “Cotação de Artistas Portugueses a Leilão” – Jean-Pierre Blanchon. Foram-lhe atribuídos 18 prémios.

 

 

Renato Rodyner

Nasceu em 1962 em Porto Alegre, Brasil. Durante os anos 70 e 80 frequentou o Centro de Desenvolvimento de Expressão (RGS – Brasil) e participou em várias exposições. Vive em Portugal desde 1990 onde, além de trabalhar como pintor, é também jornalista. Está representado em várias coleções públicas e privadas.

Desde 1974 no Brasil e a partir de 1990 em Portugal que tem participado em exposições individuais e coletivas.

 

 

São Matthias Nunes

Precisamos de corações, de mentes e de uma mudança nos nossos valores culturais. São Nunes, deixa-nos a sua mensagem através da sua pintura. As artes plásticas está em melhor posição para estabelecer esta ponte entre o que sabemos e o que sentimos das alterações climáticas. Participação em diversas exposições no país e no estrangeiro.

 

Xicofran

Francisco Fernandes, assina como XICOFRAN, é considerado como um dos grandes talentos no mundo artístico da sua geração. Conhecido como o “Pintor do Jazz” nasceu em Luanda, Angola em 1969.

Uma das características mais marcantes e reconhecida na sua pintura, é a forma, como consegue representar o movimento preconizado pela silhueta de um músico, mais concretamente do músico de Jazz cuja técnica e traço é já reconhecida mundialmente.

Com um futuro promissor e um passado inolvidável, XicoFran tem já obras pertencentes ao espólio de diversos amantes puros de Arte em Portugal e no Estrangeiro, tem vindo a ser reconhecido o seu talento com vários prémios Nacionais e Internacionais, sendo de louvar que, com base no continuado e sistemático trabalho que tem vindo a desenvolver se tenha imposto como uma forte e consolidada presença no mundo artístico.

 

 

Artista ceramista Vem Mararte com Arte 2021

José Henrique Prado

Ligado à área da cultura, das artes e teatro desde 1976, ano no qual iniciou a sua formação em cenografia. Até ao ano de 1979 colaborou com o Teatro Nacional de S. Carlos sob a orientação de reconhecidos artistas plásticos e cenógrafos tais como Hugo Manoel,Ferruchio Vila grossi e Samuel Azavey Torres de Carvalho (SAM)Trabalhou com diversos mestres ceramistas dos quais se destacam Alberto Bustos, Alexandra Silva, Catarina Nunes, Inês Diana Salgado, Maria Helena Brízido, Maria João Ribeiro, Nadine Géniou, Ricardo Lopes e Rute Marcão. Participou igualmente em diversos eventos ligados à cerâmica tais como feiras e encontros, destacando- se as mostras “Mercado no Jardim” e “Portugal Real”.Está representado na coleção particular da primeira dama de Portugal (2006-2016), Drª Maria Cavaco Silva.

O que é cerâmica para JHP?
Abraço a terra, desfaço-a em pó. Adiciono água, fonte de vida até não se distinguirem as mãos na lama. O barro e eu somos um só. Começo a moldar-me. Umas vezes em lastra, outras rolinhos. Mais raramente na roda de oleiro. Às vezes acrescento barro, outras removo. A forma cresce e molda o pensamento.
A cerâmica é vida, surpreende todos os dias. Incentiva-me a continuar.

cerâmica

 

 

Artistas fotógrafos Vem Mararte com Arte 2021

Mauro Rodrigues

Natural da zona de Faro, autodidata desde sempre em relação à arte e fotografia. O processo de aprendizagem sempre foi intuitivo e a procura de informação e inspiração fora dos círculos mais próximos e formais. Sempre gostou do aspecto experimental da arte e da imagem, procurando inovar sobre os temas e puxando naturalmente pelos extremos da zona de conforto das pessoas ou locais sempre que lhe é dada essa possibilidade. Daí o seu gosto ser mais alternativo e diversificado, com inspirações vindas de videojogos (Shaddy Safadi, Feng Zhu, Maciej Kuciara, Jordan Grimmer, Darek Zabrocki, Sam Didier), cinema (Sergi Brosa, Robert Chew, Simon Stålenhag, Syd Mead, H.R.Gigger), livros (H.P. Lovecraft, J.R.R. Tolkien, John
Howe) ou outros artistas (Frank Frazetta, Boris Vallejo, Gerald Brom, David Palumbo) entre outros. Nesta exposição foi pedido que as fotografias tivessem alguma relação com o mar o que foi fácil devido à proximidade com o mar Mediterrânico e à Ria Formosa, onde a sua diversidade de fauna e flora deve ser protegida.

 

 

Vítor Azevedo

Nasceu em Faro em 1950. Foi atraído pela magia da fotografia na sua infância. A vida selvagem é a área da fotografia que mais trabalha e de que mais gosta. Gosta de viajar, conhecer pessoas e fazer amigos por onde passa. Cozinhar e degustar são duas outras paixões que tem. Desfruta da vida sempre com a visão do copo meio cheio, nunca meio vazio.

As fotografias expostas neste contexto de mar e arte foram feitas a um outro tipo de arte, a Arte Xávega que é uma muito antiga técnica de pesca com rede feita a partir da costa. Estas fotos foram feitas à Companha do Carlos Silva da Costa da Caparica.

 

 

Vico Ughetto

Nascido no ano de 1970 em Lourenço Marques (atual Maputo), adquire o gosto pela fotografia na adolescência onde obtém a sua primeira reflex, uma Pentax spotmatic. Desde aí sempre se manteve interessado e atento aos desafios visuais, mas foi só após se licenciar em Publicidade e Marketing é que se dedica de forma mais consistente e profissional à imagem, inicialmente até com o vídeo e depois integrando a fotografia, sendo hoje o Diretor e Artista Visual do sua empresa a SWITCH, desenvolvendo diversos trabalhos na área da imagem e da comunicação.

Sobre as fotografias apresentadas na exposição: Integram a coleção – Ria Formosa Textures – composta por várias fotografias das belezas da Ria Formosa – um ecossistema único no mundo e que é um dos pilares do Algarve. As imagens são vistas aéreas captadas entre os 10 e os 120 metros num ângulo conhecido por “bird view” que proporciona uma visão desafiadora e intrigante sobre realidades que nos rodeiam no quotidiano, mas que nunca as observamos sob este ponto de vista fascinante.

 

Vem Mararte com Arte 2021

Inauguração: sábado, 23 de outubro de 2021

De 23 de outubro a 30 de dezembro de 2021

Local: Centro Cultural de Lagos – R. Lançarote de Freitas 7, Lagos